Uma prece ao melhor do teu ser, de Wagner Borges

Que esses escritos levem Amor ao teu coração.
Que tudo que é trevoso seja abraçado pela tua luz.
Que te encantes com o presente da vida.
Que tua alma seja curada na luz.
Que teus pensamentos sejam justos.
Que tuas mãos sejam curadoras.
Que teu trabalho te dignifique.
Que sejas querido na prece dos outros.
Que teu olhar revele o brilho do Eterno.
Que tenhas consciência da Sagrada Presença.
Que vejas sempre algo belo, mesmo em um dia cinzento.
Que não deixes passar um grande Amor.
Que teu coração seja generoso como o Sol.
Que teus passos sejam honrados.
Que a perda de alguém querido não te aniquile.
Que os reveses de tua vida sejam lições de sabedoria.
Que aprecies muitas canções, e te encantes com elas.
Que não tenhas medo de Amar.
Que tuas emoções não te sejam um fardo.
Que honres teus pais e teus ancestrais.
Que a chuva lave tuas mágoas e te renove o viver.
Que saibas te abrir, para a vida te dizer algo justo.
Que teus lábios estejam sempre fechados para queixumes.
Que, por mais que te atentem, não traias o teu coração.
Que saibas perdoar, aos outros e a ti mesmo.
Que tenhas sabedoria para corrigir teus erros.
Que o mal nunca faça morada em teu coração.
Que não valorizes aquilo que rebaixa o teu espírito.
Que nada te afaste da luz e do amor verdadeiros.
Que estejas sempre em um círculo de luz.
Paz e Luz. Amor e Presença.

Vivendo como as flores

-Mestre, como faço para não me aborrecer?

Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam”.
– “Pois viva como as flores!”, advertiu o mestre.
– “Como é viver como as flores?” Perguntou o discípulo.
– “Repare nestas flores”, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.

“Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas.

Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável,mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.”

Sobre o tempo!

Tempo, sagrado tempo que carrega chaves de pesadas caixas entupidas de conteúdos.
Tempo, lento tempo que carrega a saudade que não se desfaz.
Tempo, corrido tempo que carrega momentos que não se repetem, que não param de se repetir, que se esvaem, que marcam, que passam.
Tempo, bondoso tempo que dura uma eternidade no instante de um alento.
Tempo, raivoso tempo que separa vidas em movimento.
Tempo, senhor tempo, vagando aflito, na exaustão do sempre, marcando épocas, deixando rastros, seguindo em frente.
Tempo, te chamam de passado, de presente, de futuro…te chamam de volta ou te pedem para ir. E num silêncio absoluto, sem dar ouvidos, segue tua sina.
Tempo, quanto desse teu mistério ainda resta em mim?

Retirado do blog  Pense Saúde: http://pensesaude.blogspot.com.br/

Pequenas certezas por Clarissa Corrêa

Eu não duvido do poder da música. Em um dia preto e branco ela me colore. Em um momento de tristeza ela traz de volta um meio sorriso. Em uma situação delicada ela me socorre.

Eu não duvido do poder do abraço. Ele transforma corações. Aproxima uma alma da outra. É a ponte para o reencontro. Traz de volta a paz. Remove qualquer impureza do espírito.
Eu não duvido do poder da chuva. Ela manda embora toda a desgraça, desamor e sujeira. Deixa tudo mais puro e renovado.
Eu não duvido do poder de um sorriso. Ele quebra qualquer gelo, desmonta uma cara feia, desarma quem trouxe munição no peito.
Eu não duvido do poder do olho no olho. Ele traz a confiança, a vontade de acreditar, a certeza de que ainda existe salvação.
Eu não duvido do poder do sol. Ele traz a saúde, devolve a beleza e de quebra ainda esquenta quem já congelou por dentro há tempos.
Eu não duvido do poder do perdão. Ele faz as cicatrizes ficarem mais suaves, devolve o viço da pele, ilumina o dia e o passado.
Eu não duvido do poder do amor. Ele traz o apoio, oferece o suporte, segura forte a mão, ajuda a segurar qualquer fardo, por mais pesado que possa parecer.
Eu não duvido do poder da fé. Ela ampara, acalenta, acolhe, aconchega, nos pega no colo e cantarola uma linda canção de ninar.
Eu não duvido do poder da vida. Ela ensina, reconstrói, resgata, ajuda, reencontra. E cura.

Vale a pena pra mim…

Olhar a chuva, ouvir o barulhinho no telhado, sentir o cheiro de terra molhada;
Dar umas boas gargalhadas com meu marido, meus filhos e meus amigos;

Alegrar-me com algumas lembranças;
Conversar por horas com alguém que conheço desde sempre;
Ter certeza de que sou muito amada por Deus;
Receber um “oi”, e-mail ou um “curtir”
Reencontrar alguém que não vejo há muito tempo;
Ler um bom livro;
Trabalhar com o que eu mais gosto;
Tocar, cantar ou ouvir minhas músicas preferidas;
Aprender coisas novas.