Seminário – Ecologia Profunda e Cultura de Paz, Regina Fittipaldi

“O caminho que vamos percorrer nesse seminário é um convite para semear um mundo novo”.

Neste seminário a facilitadora Regina Fittipaldi apresentou como objetivo “permitir a cada um que se recrie, que se reinvente e reinvente a relação consigo mesmo e com e terra; isso pode ser uma sincronicidade.

O instante que estamos vivendo é um instante sagrado pois é único; é como nos rios onde não nos banhamos duas vezes na mesma água. O tempo é algo que nos leva, podemos ir conscientes e na presença ou ser, simplesmente, levados.

A ecologia profunda diz que para cada pessoa existe um mundo de acordo com as suas expectativas pessoais e uma supra realidade. Regina nos falou de cada elemento da mandala, da ilusão da separatividade e de que tudo na natureza é formado por esses elementos (terra, fogo, ar, água e som). Em seguida fizemos a vivência dos elementos e homenageamos cada um.

A Regina nos indicou o livro: O Sagrado e o Profano de Mircea Eliade e trás uma visão de como chegamos à imagem que temos hoje do planeta terra. Do ponto de vista do olhar, tudo é terra.  Ela nos lembra a surpresa e espanto de Uri Geller ao constatar que de “muito longe” a terra é azul. Hoje ela olha para a natureza e se pergunta como foi possível essa criação? Ela nos trouxe um poema de Rabindranath Tagore e ns fala do DNA cósmico.

Ela nos diz que as células evoluem e trazem consigo uma memória milenar (a memória cósmica), por isso somos parte da natureza. Para melhor compreender a memória cósmica que trazemos em nós e as bases biológicas do conhecimento humano é bom ler: A Árvore do Conhecimento de Humberto Maturana e F. Varela. Uma outra sugestão de livro: A Voz do Arco-Íris de Leonardo Boff.

A Regina nos contou sua experiência na Amazônia visitando a reserva do Juá. Ela nos indica o filme: O Jardineiro Fiel, o livro Ecologia Profunda e Espiritualidade de Jorge Ponciano e diz que um dos grandes erros desse pensamento é “congelar” o sentido de natureza. Ainda nos fala do livro Ciência e consciência de Edgar Morin e traz uma citação deste livro que reflete sobre a falta de consciência da ciência.

Regina nos lembra que estamos vivendo uma mudança de paradigma, passando do paradigma da dominação da natureza para o paradigma da sustentabilidade (harmonia com a natureza). Ela nos fala do paradigma holístico e cita Jean Smuths que fala tudo muda, tudo afeta tudo e tudo é todo.

A Regina nos indicou mais um livro Desperte a Mulher Selvagem de Clarice Pinkola e diz que é necessário começar pela educação dos sentidos, pois estamos perdendo parte dos nossos sentidos. Assim como é importante saber e aceitar os outros níveis de existência e sugeriu o filme: Quem somos nós (sem outras informações).

A ecologia do espírito é uma educação para a capacidade de se relacionar de forma harmônica e conectada com as realidades além de cada pessoa.

Enquanto ecologia individual representamos os seres inteligentes, sensíveis que contém em si a memória do universo.

Sustentabilidade é a habilidade para se sustentar, o que precisamos para nos sustentar física, emocional e espiritualmente, dentro das três ecologias? Essa pergunta é fundamental para a harmonia e preservação do universo.

Ela nos fala rapidamente dos 4 Pilares da educação publicados pela UNESCO trás um trecho da Carta da Transdisciplinaridade encerrando as atividades desse sábado com um poema do: Livros das Árvores da tribo dos índios TÍCUNAS.

Logo no início honramos os cinco elementos e a Regina nos apresentava as palavras que cada representante dos elementos trouxe como a mensagem deles para a tribo Liberdade nesse seminário. Água: harmonia; Ar: transcendência; Fogo: amor; Terra: prosperidade e Som: despertar da humanidade. E nos apresentando essas mensagens a Regina nos diz: “Quem tiver ouvidos que ouça, quem tiver olhos que veja.” Somos constituídos por esses elementos e eles devem ser não só respeitados, mas honrados regularmente.

Regina nos contou que existem um movimento na política internacional com oito valores, que podemos chamar de valores internacionais de busca, os quais vão desde acabar com a miséria até desenvolvimento. No último, buscar o desenvolvimento, ela nos chama a atenção para a importância de perceber a diferença entre “crescimentismo” e desenvolvimento.

Regina nos fala da história da ARIE (área de relevante interesse ecológico), sua criação, seu significado e importância para o Distrito Federal; do movimento Diálogos da ARIE e Granja do Ipê e sua função na ecologia social e ambiental e preservação da história e natureza local.

 Fomos até as nascentes da nossa querida e tão usada cachoeira, conhecemos a mesa JK, tomamos banho e bebemos da água pura que de lá brota.

Não devemos esquecer que as Águas do mundo estão precisando de amor.

Unipaz/DF

Regina Fittipaldi é Pró-Reitora de Meio Ambiente da Universidade da Paz – Unipaz.

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