Poema, de Cecília Meirelles

Renova-te. 

Renasce em ti mesmo. 

Multiplica os teus olhos para veres mais. 

Multiplica os teus braços para semeares tudo. 

Destrói os olhos que tiveram visto. 

Cria outros, para as visões novas. 

Destrói os braços que tiveram semeado. 

Para se esquecerem de colher. 

Sê sempre o mesmo Sempre outro. 

Mas sempre alto.

Sempre longe. 

E dentro de tudo. 

 

Poema retirado da obra Cânticos de Cecília Meirelles.

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