Poesia de João Cabral de Melo Neto

Sobre o livro, uma parte da poesia de João Cabral de Melo Neto. Lindo!

Silencioso: quer fechado ou aberto, Incluso o que grita dentro, anônimo:
só expõe o lombo, posto na estante, que apaga em pardo todos os lombos;
modesto: só se abre se alguém o abre, e tanto o oposto do quadro na parede,
aberto a vida toda, quanto da música, viva apenas enquanto voam as suas redes.
Mas apesar disso e apesar do paciente (deixa-se ler onde queiram), severo:
exige que lhe extraiam, o interroguem e jamais exala: fechado, mesmo aberto
.

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